Prezados colegas estudantes de biomedicina, em vista da notável complexidade da matéria de farmacologia, fiz uma revisão bibliográfica onde consegui responder o estudo dirigido que foi aplicado em sala. Espero que seja útil a vocês.
Exercício:
1ª)
Explique o mecanismo de ação dos IECA’s:
Resposta:
(Segundo
GUYTON E HALL 11 Ed. Madrid: Elsevier) Bloqueio da ação da enzima conversora da
angiotensina. Menor formação de angiotensina II, potente vasoconstrictor e
estimulador da aldosterona. O IECA é inibidor também da degradação da
bradicinina, potente vasodilatador, que, portanto tem sua ação aumentada.
2ª)
Quais as classes de diuréticos, dando exemplo de cada classe e 2 efeitos
colaterais:
Resposta: (Segundo GUYTON E HALL 11 Ed. Madrid: Elsevier) Há dois tipos
de diuréticos: os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua
atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do
filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
Grupos
que atuam diretamente nos túbulos:
Diuréticos
de alça: Eles atuam na alça de Henle, porção ascendente. Os diuréticos de alça
removem uma grande quantidade de sódio dos rins, produzem o aumento do fluxo
urinário e são mais poderosos do que os tiazídicos. Eles são freqüentemente
utilizados em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e também são
especialmente úteis em emergências. Embora os mais comuns sejam por via oral,
em hospitais eles podem ser administrados por via intravenosa para tratar
pacientes com grande excesso de líquido.
Diuréticos tiazídicos: atuam no túbulo
distal. Tratam a maioria de pacientes com pressão alta e são os mais utilizados
para os pacientes cardíacos. Os tiazídicos aumentam moderadamente a eliminação
de urina e são os únicos diuréticos que também agem como vasodilatadores
sangüíneos, o que também ajuda a diminuir a pressão arterial.
Diuréticos poupadores do potássio: atuam nos
receptores da aldosterona nos túbulos distais.
Previnem a perda de potássio, um problema dos outros tipos de diuréticos acima.
Esses são freqüentemente utilizados em pacientes com insuficiência cardíaca
congestiva e são quase sempre prescritos em conjunto com os outros dois tipos
de diuréticos acima.
Inibidores da anidrase carbónica: inibem esta enzima nas células do túbulos
próximais.
Grupos que modificam o filtrado:
Diuréticos osmóticos: são compostos de substâncias
hidrofilicas que retêm água por pressão osmótica.
3ª Esquematize as fibras de
Purkinje denominando as fases de 0 a 4 citando 1 exemplo de fármaco para cada
fase.
Resposta:
O potencial de ação do músculo cardíaco é divididoem cinco fases:
Fase
0– representa a despolarização rápida do miócito induzida pela abertura dos
canais de sódio controlados por voltagem. Esses canais se fecham após 1 a 2
milissegundos;
Fase
1– é o período de repolarização curto e rápido que ocorre no pico de subida do
potencial de ação, devido à inativação da corrente de entrada do Na+;
Fase 2
– ocorre o equilíbrio final entre as correntes iônicas de entrada
(despolarização) e de saída (repolarização) mantendo o miócito em um estado
despolarizado. Durante essa fase, o Ca+ entra na célula causando a liberação de
mais Ca+ das reservas intracelulares e vinculando a despolarização elétrica à
contração mecânica do músculo, em
virtude da ação da actina e miosina;
Fase 3
– ocorre a corrente de saída de K+ repolarizando a célula; Fase 4
– ocorre a estabilidade elétrica dos miócitos atriais e ventriculares, com
potencial de membrana em repouso sustentando em -90 mV e mantido pela corrente
de fuga de saída de K+ e pelos trocadores iônicos. Nessa fase os canais de Na+
necessários para a despolarização dos miócitos atriais e ventriculares se
recuperam completamente.As implicações clínicas da ativação cardíaca
desordenada variam de palpitações assintomáticas a arrtimia fatal.
O
controle farmacológico das arritmias utiliza medicamentos que exercem efeitos
diretamente sobre as células cardíacas inibindo a função de canais iônicos
específicos (canais de Na+ e de Ca+) ou alterando o aporte autônomo do coração
(bloqueio dos receptores beta-adrenérgicos).
As drogas antidisrítmicas agem modificando a formação
e condução desordenadas dos impulsos que podem induzir à contração do músculo
cardíaco. Essas drogas são classificadas em quatro grupos principais de acordo com
o efeito da droga sobre o potencial de ação das células cardíacas. As drogas da
classe I agem bloqueando os canais rápidos de Na+, da mesma maneira que fazem
os anestésicos locais. Elas afetam a condução dos impulsos, a excitabilidade e
a automaticidade em graus variáveis, sendo, por isso, divididas, ainda, em três
grupos: IA, IB e IC. As drogas da classe IA (quinidina, procainamida,
disopiramida, moricizina) diminuem a automaticidade, deprimindo a fase 4 do
potencial de ação, tornam menor a condutividade, prolongando moderadamente a
fase 0, e prolongam a repolarização, estendendo a fase 3 do potencial de ação. As
drogas da classe IB(lidocaína, fenitoína, tocainida, mexiletina, aprindina) diminuem
a automaticidade, deprimindo a fase 4 do potencial de ação; têm pouco efeito
sobre a condutividade, diminuem a refratariedade, tornando menor a fase 2, e
abreviam a repolarização, diminuindo a fase 3. As drogas da classe
IC(flecainida, encainida, propafenona, indecainida) diminuem a condutividade,
deprimindo acentuadamente a fase 0 do potencial de ação, mas têm pouco efeito
sobre a refratariedade ou a repolarização. As drogas da classe II(propanolol,
nadolol, atenolol, timolol, acebutol, pindolol, esmolol) são drogas
bloqueadoras beta-adrenérgicas que agem amortecendo o efeito sobre o coração da
estimulação do sistema nervoso simpático. As drogas da classe II(propanolol,
nadolol, atenolol, timolol, acebutol, pindolol, esmolol) são drogas
bloqueadoras beta-adrenérgicasque agem amortecendo o efeito sobre o coração da
estimulação do sistema nervoso simpático. As drogas da classe IV(verapamil,
diltiazem, nifedipina, bepridil, nitrendipina, isradipina, nicardipina) agem
bloqueando os canais de cálcio sensíveis à voltagem, deprimindo, assim, a fase
4 e alongando as fases 1 e 2.
Referência
bibliográfica: RANG, H. P. et al. 2001;
KATZUNG, B. G. 2006; CRAIG, C.
R.; STITZEL, R. E. 2005; GOLAN, D. E. et
al. 2009; FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. 2004; GILMAN, A. G.
2005; CONSTANZO, L. S. 2004.; 8. PORTH,
C. M. 2004
4ª) Quais os cuidados do uso do verapamil?
Resposta:
Os agentes da classe IV podem provocar bloqueio nodal AV ao reduzir
excessivamente a velocidade de condução. A administração de verapamil
intravenoso a pacientes em uso de beta-bloqueadores pode precipitar
insuficiência cardíaca grave e levar a uma dissociação eletromecânica
irreversível. O verapamil bloqueia a liberação intracelular dos íons cálcio. Essa
droga reduz a força de contração do miocárdio e diminue, necessidade miocárdica de oxigênio. É usada
para retardar a resposta ventricular nas taquicardias atriais e fazer cessar as
taquicardias supraventriculares paroxísticas reentrantes, quando o nodo AV
funciona como via de reentrada.
Referência
bibliográfica: RANG, H. P. et al. 2001;
KATZUNG, B. G. 2006; CRAIG, C.
R.; STITZEL, R. E. 2005; GOLAN, D. E. et
al. 2009; FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. 2004; GILMAN, A. G.
2005; CONSTANZO, L. S. 2004.; 8. PORTH,
C. M. 2004
5ª) A respeito da Amiodarona, qual seu
mecanismo de ação e contra indicações?
Resposta:
A amiodarona é principalmente um agente antiarrítmico de classe III, mas também
atua como a agente das classes I, II e IV. Seu mecanismo de ação se dá através
da alteração da membrana lipídica na qual se localizam os canais iônicos e os
receptores. Em todos os tecidos cardíacos, a amiodarona aumenta o período
refratário efetivo através do bloqueio dos canais de K+ responsáveis pela
repolarização da célula. Esse prolongamento da duração do potencial de ação
diminui a reentrada. Como potente agente da classe I, a amiodarona bloqueia os
canais de Na+e, portanto, diminui a freqüência de disparo nas células
marcapasso; exibe bloqueio dos canais de Na+ dependente de uso através de sua
ligação referencial aos canais que estão na conformação inativada. A amiodarona
exerce atividade antiarrítmica de classe II através do antagonismo não-competitivo
dos receptores alfa-adrenérgicos e beta-adrenérgicos. Como bloqueador dos
canais de Ca+ (classe IV), a amiodarona pode causar bloqueio significativo do
nodo atrioventricular e bradicardia, embora, felizmente, o seu uso esteja
associado a uma incidência relativamente baixa de “torsade de pointes”. O amplo
espectro de ação da amiodarona é acompanhado de um conjunto de efeitos adversos
graves, quando o fármaco é utilizado por longos períodos ou em altas doses,
tais como: hipotensão, diminuição da contratilidade cardíaca, diminuição da
função do nodo AV ou SA, pneumonite, hiper ou hipotireoidismo, elevação das
enzimas hepáticas, neuropatia periférica, disfunção testicular e pigmentação
cutânea.
Referência
bibliográfica: RANG, H. P. et al. 2001;
KATZUNG, B. G. 2006; CRAIG, C.
R.; STITZEL, R. E. 2005; GOLAN, D. E. et
al. 2009; FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. 2004; GILMAN, A. G.
2005; CONSTANZO, L. S. 2004.; 8. PORTH,
C. M. 2004
6ª) Qual o tratamento não farmacológico
preconizado pelo consenso de cardiologia?
Resposta: As mudanças necessárias no estilo
de vida devem ser explicadas detalhadamente. O trabalho com equipe
multiprofissional aumenta o sucesso do tratamento. Recomendam-se as seguintes
condutas (Grau de Recomendação I, nível de evidência C);
1) Moderar ingestão de sódio de 4-6 g / dia:
pode reduzir PA sistólica em 5 a 7 em mmHg e diastólica em 2 a 7 mmHg.
Entretanto, qualquer redução drástica de sal deve ser evitada.
2) Moderar ingestão de álcool ao limite
máximo de 30 ml/ dia para homens e 15 ml para mulheres. Redução de álcool pode
reduzir a PA em aproximadamente 5 mmHg em 3 semanas.
3) Reduzir peso corporal: a expansão do
volume plasmático, resistência à insulina, hiperinsulinemia, estímulo ao
sistema nervoso simpático, estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona
são ações da obesidade sobre o organismo. Perda de 5 kg pode reduzir 5 mmHg na
PA sistólica.
4) Praticar atividade física: o exercício
regular e aeróbico pode reduzir a PA, por diminuição da atividade simpática, em
6 a 11 mmHg em hipertensos e em 4 mmHg em normotensos. Recomenda-se caminhada
de 30 a 60 minutos, 5 vezes por semana. Após 2 semanas de interrupção da
atividade física, os efeitos benéficos sobre a PA desaparecem.
5) Ingerir quantidades adequadas de potássio,
magnésio, cálcio, fibras, e alimentos pobres em gordura saturada. A ingestão de
frutas, verduras, legumes, cereais, azeite oliva, leite e derivados desnatados,
ricos em potássio, magnésio, cálcio e fibras podem reduzir significantemente a
pressão arterial.
6) Suspender o tabagismo: reduz alterações
endoteliais que interferem com a manutenção da pressão arterial normal.
7) Identificar todos os fármacos em uso pelo
paciente, pois alguns deles podem elevar a PA.
7ª) Explique como se dá o fluxograma do
esquema terapêutico da hipertensão.
Resposta: O III Consenso Brasileiro de
Hipertensão Arterial, distribuído e divulgado para toda comunidade médica
brasileira, recomenda que o tratamento do paciente hipertenso deva ser
instituído quando os níveis de pressão arterial são iguais ou superiores a
140/90 mm Hg. Recomenda-se para hipertensos leves, caracterizados por
diastólica entre 90-99 e sistólica entre 140-159 mm Hg, tratamento
não-farmacológico isolado durante 12 meses para pacientes do grupo de risco
“A”, que não apresentam fatores de risco e nem lesões de órgãos alvo e durante
6 meses para pacientes do grupo de risco “B”, que apresentam fatores de risco,
exceto diabetes melito, mas não apresentam lesões de órgãos-alvo. Caso não haja
controle ao final deste período deve ser associado tratamento farmacológico.
Para pacientes do grupo de risco “C”, que apresentam lesões de órgão-alvo ou
doença cardiovascular clinicamente identificável e/ou diabete melito, é recomendado
tratamento farmacológico imediato, além do não-farmacológico.
8ª) Quais as indicações clínicas do
popanolol, e prinicpais contra indicações?
Resposta: angina pectoris crônica; profilaxia e tratamento de arritmias cardíacas,
tratamento de hipertensão; profilaxia do reinfarto
do miocárdio; controle de angina;
palpitações e síncope
associado com estenose subaórtica hipertrofical;
tratamento de tremores; adjuvante no tratamento de feocromocitoma;
adjuvante no tratamento de tireotoxicose; tratamento de prolapso
de válvula mitral; tratamento de acatisia;
profilaxia da enxaqueca; adjuvante no tratamento de
ansiedade; menopausa e anestesia,
para controlar a taquicardia do seio
carotídeo e extra-sístoles ventriculares
freqüentes.
O propanolol não é indicado nos casos de: insuficiência
cardíaca descompensada, choque cardiogênico,
bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, bradicardia
grave, asma brônquica, síndrome
de Raynaud e gravidez.
9ª) Quais efeitos colaterais que se esperam de um beta bloqueador e um
alfa bloqueador?
Resposta: Alfa bloqueador: Reduz a resistência periférica total
por antagonismo competitivo com as catecolaminas pelos receptores alfa 1
adrenérgicos. Produz vasodilatação, mas geralmente tem pouco efeito sobre o
Débito Cardíaco. Dilata tanto as arteríolas como as veias. Seu efeito é mais
acentuado quando o paciente está em pé. Seu principal efeito adverso consiste
em hipotensão postural, que pode ser grave após a primeira dose. O único
comercializado em nosso meio e a prazosina. É o fármaco preferido para tratar
pacientes que sofram tanto de hipertensão quanto de insuficiência cardíaca
congestiva. Tratamento prolongado pode resultar em tolerância ao seu efeito
anti-hipertensivo.
Beta bloqueadores: Estas drogas têm sido eficazes e
bem toleradas na hipertensão. Embora muitos pacientes hipertensos respondam a
um beta bloqueador usado isoladamente, a droga é com mais freqüência ,
administrada com um diurético ou vasodilatador. Este efeito resulta de vários
fatores, alguns dos quais ainda não estão totalmente elucidados. Esses fatores
incluem efeitos sobre o coração e vasos sangüíneos
(bloqueiam o estímulo cardíaco e provocam vasodilatação), o sistema
renina-angiotensina (inibem a liberação de renina causada pelo sistema nervoso
simpático) e, possivelmente o Sistema Nervoso Central.
10ª) Explique o que vem a ser diabetes
insípidos.
Resposta: O eixo hipotálamo/hipófise, duas
glândulas do nosso sistema nervoso central, produzem um hormônio chamado
vasopressina ou hormônio anti-diurético (ADH, sigla em inglês). Este hormônio é
liberado na corrente sanguínea e age principalmente nos túbulos renais, impedindo
que os rins percam água através da urina. O mecanismo funciona da seguinte
maneira: imaginemos um indivíduo em um dia quente de verão trabalhando ao sol.
Essa pessoa sua muito e como tem pouco acesso a água, começa a se desidratar. O
nosso organismo é muito sensível a qualquer sinal de desidratação e pequenas
perdas de água ativam logo a liberação do ADH para o sangue. O diabetes
insipidus ocorre basicamente por 2 motivos: Um problema no sistema nervoso
central que impede a produção e liberação do ADH, mesmo em estados de
desidratação; Ou um problema nos rins que passam a não responder a presença do
hormônio. Em ambos casos o resultado final é um excesso de perda de água pela
urina, chamada de poliúria. Quando existe ADH o rim não responde ao mesmo,
damos o nome de diabetes insipidus nefrogênico. Quando há falta de produção do
ADH pelo sistema nervoso central, chamamos de diabetes insipidus central. Os doentes com diabetes insípidos apresentam
intensa diurese, se desidratam facilmente e por isso bebem muita água. Enquanto
o doente tiver acesso fácil a líquidos, não ocorrem grandes complicações além
do inconveniente de precisar urinar o todo tempo. Se o paciente urina em
excesso e não bebe água para repor as perdas, inicia-se um processo de desidratação
severa que coloca a sua vida em risco. Existe uma terceira forma de diabetes
insípidos que ocorre durante a gravidez. A placenta de algumas mulheres produz
uma enzima que inativa o ADH circulante, levando a um DI transiente, que
desaparece após o parto.
Sendo assim, podemos dizer que O diabete insípido é
uma síndrome clínica que se caracteriza por incapacidade de concentração do
filtrado urinário, com conseqüente desenvolvimento de urina hipotônica e
aumento do volume urinário (1). Pode ocorrer por deficiência do hormônio
anti-diurético (ADH) (2) ou por resistência à sua ação nos túbulos renais (3). Quando
há deficiência na síntese de ADH, o diabete insípido é dito central,
neurohipofisário ou neurogênico, e quando há resistência a sua ação nos túbulos
renais é dito renal ou nefrogênico
11ª) Qual o papel da vitamina K
na cascata de coagulação?
Resposta: A
vitamina K e a Coagulação Sanguínea: é co-fator essencial para a carboxilase, a
função da carboxilase é catalisar reações de carboxilação. A vitamina K tem
como principal função ser coagulante e anti-hemorrágica. Participa na formação
de certos fatores de coagulação no fígado. Sua carência pode aumentar o tempo
de coagulação e diminuir a produção dos fatores de coagulação o que é perigoso,
por exemplo, num paciente que irá fazer uma cirurgia, pois não haverá a
coagulação ocorrendo uma hemorragia. A carboxilase atua nas proteínas:
Protrombina, fator 7,9,10,C e S.Anticoagulantes Injetáveis: Cumarina
(Warfarin), atuam na inibição da carboxilação dependentes de vitamina K.
12ª) Qual o
mecanismo de ação da heparina, warfarina, clopidogrel e abciximab?
Resposta: As
drogas antiplaquetárias clopidogrel e abciximab são diferentes dos anticoagulantes,
como a warfarina ou a heparina. Os anticoagulantes atuam especificamente sobre
os fatores da coagulação e sua produção, não afetando diretamente as plaquetas.
A heparina interage com a antitrombina, formando um complexo
ternário que inativa várias enzimas da coagulação, tais como os fatores da
coagulação (II, IX e X) e mais significativamente a trombina. Esta interação
aumenta em mais de (1000 vezes) a atividade intrinseca da antitrombina. Pode-se
reverter o efeito da heparina através da administração de protamina. O mecanismo de ação da warfarina consiste na inibição da síntese de
fatores de coagulação dependentes de vitamina K. O mecanismo de ação do abciximab é a inibição da glicoproteína IIb/IIIa. O clopidogrel é
um bloqueador irreversível do receptor de ADP das plaquetas que é fundamental
na sua ativação e agregação. É um avançado antagonista do receptor de ADP que
inibe a agregação plaquetária.
Referência
bibliográfica:Castro, Helena Carla, et al. "Plaquetas: ainda um alvo
terapêutico." J Bras Patol Med
Lab 42.5 (2006): 321-32. CASTRO, Helena Carla et al. Plaquetas: ainda um
alvo terapêutico. J Bras Patol Med Lab,
v. 42, n. 5, p. 321-32, 2006.Castro, H. C., Ferreira, B. L., Nagashima, T.,
Schueler, A., Rueff, C., Camisasca, D., ... & Santos, D. O. (2006).
Plaquetas: ainda um alvo terapêutico. J Bras Patol Med Lab, 42(5),
321-32.
13ª) Explique detalhadamente como ocorre a
síntese, o armazenamento e excreção de T3 e T4, os hormônios tireoidianos.
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Fonte: Golan, cap. 26 pág 453 |
Resposta: As
células foliculares da glândula tireóide concentram iodeto a partir do plasma,
através de um simportador de Na/I na membrana basolateral. Em uma reação
(denominada “organificação”) catalisada pela tireóide peroxidase, o iodeto
intracelular reage de modo covalente com resíduos de tirosina nas moléculas de
tireoglobulina (TG) que se encontram na membrana apical. A adição de um I à
tirosina resulta na formação de tirosina monoiodada (MIT); a adição de dois I à
tirosina determina a formação de tirosina diiodada (DIT). A MIT e a DIT
associam-se de forma covalente na tireoglobulina, através de um mecanismo conhecido
como “acoplamento”, que também é catalisado pela tireóide peroxidase. A
tireoglobulina derivada é armazenada sob a forma de colóide no interior dos
folículos da glândula tireóide. Ao serem estimuladas pelo TSH, as células
foliculares da tireóide efetuam a endocitose do colóide em compartimentos
lisossômicos, onde tireoglobulina é degradada, produzindo T4 livre, T3 livre e
MIT e DIT desacopladas. A T3 e a T4 são secretadas no plasma, enquanto a MIT e
a DIT sofrem desiodação intracelular, liberando iodeto livre para uso na nova
síntese de hormônios tireoidianos. A glândula tireóide secreta mais T4 do que
T3, embora T4 seja convertida em T3 nos tecidos periféricos.
Referência: Golan-Farmacologia,
capítulo 26, página 453.
14ª) Quais os sinais e sintomas
do hipertireoidismo?
Resposta: Na tireotoxicose ou
hipertireoisdismo, há aumento excessivo da atividade dos hormônios
tireoidianos, o que resulta em taxa metabólica elevada, aumento da temperatura
da pele e da sudorese e grande sensibilidade ao calor. Sintomas como
nervosismo, tremor, taquicardia, e aumento do apetite vêm associados com a
perda de peso.
Referência bibliográfica: Rang
& Dale 6ª edição, página 441
15ª) Quais os sinais e sintomas
do hipotireodismo?
Resposta: Caracterizada pela
diminuição da atividade da tireóide, em casos graves produz mixedema. Esta
doença também têm origem imunológica, e as manifestações clínicas incluem baixa
taxa metabólica, fala arrastada, voz rouca e profunda, letargia, bradicardia,
sensibilidade ao frio e comprometimento mental. Os pacientes também desenvolvem
espessamento característico da pele (causado pela deposição subcutânea de
glicoaminoglicanas), o que originou o termo mixedema.
Referência bibliográfica: Rang
& Dale 6ª edição, página 441
16ª) Qual o mecanismo de ação do
metimazol?
Resposta: É um antitireoidiano
pertencente ao grupo das tionamidas que age inibindo a enzima tirosina
peroxidase, diminuindo organificação do iodeto, acoplamento de iodotironinas e,
conseqüentemente, a síntese dos hormônios tireoidianos.
Referência bibliográfica: ANVISA
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária). .[online] Banco de
Dados de Medicamentos. Disponível em:<http:// www.anvisa.gov.br/medicamentos/base>,
(2000).
17ª) Qual o tratamento de
primeira escolha para o hipertireoisdismo?
Resposta: o iodo radiativo é o
tratamento de primeira linha para o hipertireoidismo.
Referência bibliográfica: Rang
& Dale 6ª edição, página 441
18ª) Como o uso de amiodarona
pode levar ao hipertireoidismo?
Resposta: A amiodarona é uma droga rica em iodo,
amplamente utilizada em cardiologia clínica para o tratamento de arritmias
cardíacas. O uso crônico da amiodarona está associado a uma série de efeitos
colaterais, destacando-se entre eles alterações na função tireoidiana e no
metabolismo dos hormônios tireoidianos, levando a indução de hipotireoidismo ou
de tireotoxicose. Diversos mecanismos, incluindo distúrbios na auto-regulação
tireoidiana em resposta ao excesso de iodo, fatores imunológicos e a
citotoxicidade provocada pela droga, estão envolvidos na gênese da disfunção
tireoidiana induzida pela amiodarona. Cerca de 50% dos indivíduos em uso
crônico de amiodarona desenvolvem alguma anormalidade na função tireoidiana, o
que ressalta a necessidade da monitoração das concentrações séricas dos
hormônios tireoidianos e do TSH nestes pacientes.
Referência bibliográfica: PAVAN,
Renata; JESUS, Alexandre M.X. de and MACIEL, Léa M.Z.. A amiodarona
e a tireóide. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2004, vol.48, n.1, pp.
176-182. ISSN 0004-2730.
http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302004000100020. disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abem/v48n1/19532.pdf
19ª) Como se desenvolve o hipo ou hipertireoidismo?
Resposta: As alterações na tireóide estão entre os
distúrbios endócrinos mais comuns, sendo que a doença tireoidiana subclínica é
particularmente comum na meia idade e na idade avançada. São acompanhadas de
vários sintomas extratireoidianos, particularmente no coração e na pele. Uma
causa de disfunção da tireóide é o câncer. Dependendo de onde ele esteja
localizado, pode afetar todos os aspectos da função glandular, inclusive da
captação de iodeto, expressão do TSH e síntese de tireoblobulina. Várias outras
alterações da tireóide têm base auto-imune, cuja origem não está clara, mas
pode estar relacionada a polimorfismos do PDS, TNF-α ou outro genes.
Referência bibliográfica: Rang
& Dale 6ª edição, página 440
20ª) Explique detalhadamente o sistema de estímulo que
leva a liberação e manutenção plasmática dos hormônios tireoidianos.
Resposta: O hormônio de liberação de tireotropina
(TRH) é um tripetídeo secretado pelo hipotálamo que é transportado até a
adeno-hipófise pela circulação porta hipotalâmico-hipofisiária. O TRH liga-se a
um receptor acoplado à proteína
G, localizado sobre a membrana plasmática dos tireótrofos da adeno-hipófise ou
células produtoras de TSH. Essa ligação estimula uma cascata de transdução de
sinais que finalmente promove a síntese e a liberação do hormônio
tireoestimulante (TSH). O TSH é o mais importante regulador direto da função da
glândula tireóide. O TSH estimula
todos os aspectos conhecidos da síntese de hormônios tireodianos. Além disso, o
TSH promove um aumento da vascularização e crescimento da glândula tireóide.
Ocorre retroalimentação negativa do eixo hipotalâmico-hipofisário através das
ações reguladoras do hormônio tireoidiano sobre o hipotálamo e a hipófise. O
hormônio tireodiano secretado difunde-se nos tireótrofos da adeno-hipófise,
onde se liga aos receptores de hormônio de tireoidiano nucleares, ativando-os.
Esses receptores ligados inibem a transcrição do gene TSH e. portanto, a
síntese de TSH. O hormônio tireoidiano também possui importantes efeitos
reguladores sobre o hipotálamo; a ligação do hormônio tireoidiano a receptores
nas células hipotalâmicas inibe a transcrição do gene que codifica a proteína
precursora do TRH.
Referência bibliográfica: Referência:
Golan-Farmacologia, capítulo 26, página 451
21ª) Explique os mecanismos de
ação dos antidepressivos abaixo:
a) Imaos: Resposta: Os medicamentos
antidepressivos produzem aumento na concentração de neurotransmissores na fenda
sináptica através da inibição do metabolismo, bloqueio de recaptura neuronal ou
atuação em autoreceptores pré-sinápticos. Os IMAOs são bem absorvidos pelo
trato gastrintestinal, sofrem biotransformação hepática rápida por oxidação e
possivelmente têm metabólitos ativos. O início de ação se dá entre 7 a 10 dias
com doses apropriadas em alguns pacientes, mas pode levar de 4 a 8 semanas para
atingir o efeito terapêutico pleno. O pico de concentração plasmática é de 3 a
5 horas para isocarboxazida, 2 a 4 para fenelzina e 1 a 3,5 para
tranilcipromina. Em média são necessários 10 dias para que a atividade da MAO
se recupere, já que em 5 a 10 dias os IMAOs irreversíveis inibem as MAOs A e B
de forma permanente. Elas voltam a ser produzidas em uma a duas semanas, mas
nesta fase o paciente continua vulnerável ao desencadeamento de crises
hipertensivas pelo aumento da concentração de aminas provenientes da dieta ou
de medicamentos aminérgicos. A eficácia da fenelzina se correlaciona com a
inibição de 80 % da MAO plaquetária, ao passo que o melhor preditor de resposta
terapêutica da tranilcipromina parece ser a área sobre a curva cinética. A
eliminação é renal, inclusive dos metabólitos. A moclobemida inibe apenas a MAO
A, por tempo menos prolongado (aproximadamente 24 horas apenas) e de forma
reversível. Conseqüentemente, não é necessário aguardar duas semanas até que a
MAO volte a ser produzida e outros antidepressivos possam ser prescritos.
b)
ISRS
(Antidepressivos inibidores seletivos da
recaptação de serotonina): Resposta: Os ISRSs (citalopram,
fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e sertralina) inibem de forma potente e
seletiva a recaptação de serotonina, resultando em potencialização da
neurotransmissão serotonérgica. Embora compartilhem o principal mecanismo de
ação, os ISRS são estruturalmente distintos com marcadas diferenças no perfil
farmacodinâmico e farmacocinético. A potência da inibição de recaptação da serotonina
é variada, assim como a seletividade por noradrenalina e dopamina. Sertralina e
paroxetina são os mais potentes
c) TRICÍCLICOS (ADT’s): Resposta: O
mecanismo de ação comum aos antidepressivos tricíclicos em nível pré-sináptico
é o bloqueio de recaptura de monoaminas, principalmente norepinefrina (NE) e
serotonina (5-HT), em menor proporção dopamina (DA). Aminas terciárias inibem
preferencialmente a recaptura de 5-HT e secundárias a de NE. Atualmente se
considera não haver diferenças significativas quanto à seletividade do bloqueio
de recaptura pré-sináptico.3 A atividade pós-sináptica varia de acordo com o
sistema neurotransmissor envolvido e geralmente é responsável pelos efeitos
colaterais. Os ADTs bloqueiam receptores muscarínicos (colinérgicos), histaminérgicos
de tipo 1, a2 e b-adrenérgicos, serotonérgicos diversos e mais raramente
dopaminérgicos. Essas ações não se correlacionam necessariamente com efeito
antidepressivo, mas com efeitos colaterais.
d) Antidepressivos atípicos: Resposta: São
os antidepressivos que não se caracterizam como Tricíclicos, como ISRS
e nem como Inibidores da
MonoAminaOxidase (IMAOs). Alguns deles aumentam a transmissão
noradrenérgica através do antagonismo de receptores a2 (pré-sinápticos) no Sistema Nervoso Central, ao mesmo
tempo em que modulam a função central da serotonina por interação com os
receptores 5-HT2 e 5-HT3, como é o caso da Mirtazapina.
A atividade antagonista nos receptores histaminérgicos H1 da Mirtazapina é responsável por seus
efeitos sedativos, embora esteja praticamente desprovida de atividade
anticolinérgica.Outros atípicos são inibidores da recaptação de Serotonina e Norepinefrina, alguns inibindo
também, a recaptação de dopamina. É o caso da Venlafaxina, da Mirtazapina. Algumas dessas
drogas também costumam reduzir a sensibilidade dos receptores
beta-adrenérgicos, inclusive após administração aguda, o que pode sugerir um
início de efeito clínico mais rápido.Também estão aqui os inibidores da
recaptação da Norepinefrina (Noradrenalina),
como é o caso da Riboxetina.
Alguns atípicos, como é o caso da Tianeptina,
embora sejam serotoninérgicos, não inibem a recaptação da Serotonina no neurônio
pré-sináptico mas, induzem sua recaptação pelos neurônios da córtex, do
hipocampo e do Sistema Límbico. Amineptina, outro atípico,
é uma molécula derivada dos tricíclicos mas seu mecanismo de ação é
essencialmente dopaminérgico, enquanto que os outros antidepressivos
tricíclicos são essencialmente noradrenérgicos e serotoninérgicos. As melhoras
sintomáticas poderão ser observadas a partir do 3º ao 5º dias e sobre o sono
REM a partir do 20º dia de tratamento em posologia suficiente.
Referência
bibliográfica: MORENO, Ricardo Alberto; MORENO, Doris Hupfeld
and SOARES, Márcia Britto de Macedo.
Psicofarmacologia de antidepressivos. Rev. Bras.
Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1, pp. 24-40. ISSN
1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000500006. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a06.pdf
21ª) Quais os efeitos
colaterais graves causados pelos antidepressivos?
Resposta: Alterações Gerais: tremores
finos
das mãos são observados com certa freqüência e respondem muito bem aos
betabloqueadores (Propranolol). Sudorese excessiva pode também incomodar o
paciente, mas não necessita cuidado especial. É comum um ganho de peso e, às
vezes, os pacientes referem impulso para comer doce. Apesar disso os estudos
controlados sobre o metabolismo dos glicídios não revelam maiores explicações. Intoxicação: sinais de
intoxicação começam a aparecer quando a ingestão de ADT ultrapassa 500 mg/dia,
porém, a dose letal e maior que isso: varia entre 1.800 e 2.500 mg (a dose terapêutica
é de 75-150 mg/dia). Na intoxicação por ADT podemos encontrar agitação ou sedação, midríase,
taquicardia, convulsões generalizadas, perda da consciência,
depressão respiratória, arritmia cardíaca, parada cardíaca e morte. Tendo em
vista a grande afinidade protéica dos ADT, sua eliminação por diálise ou
diurese é muito difícil. Nos casos de intoxicação está indicado o uso de
anticolenesterásicos (Prostigmina IM ou EV) e medidas de sustentação geral.
Referência
bibliográfica: MORENO, Ricardo Alberto; MORENO, Doris Hupfeld
and SOARES, Márcia Britto de Macedo.
Psicofarmacologia de antidepressivos. Rev. Bras.
Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1, pp. 24-40. ISSN
1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000500006. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a06.pdf
22ª)
Explique as complicações do uso de tricíclicos.
Resposta:
complicações associadas ao bloqueio
muscarínico, são os mais freqüentes e sua intensidade declina com o passar do
tempo ou redução do antidepressivo. São elas: boca seca visão turva, obstipação
e retenção urinária. Contra-indicações:
Os ADTs estão contra-indicados no glaucoma de ângulo fechado. Efeitos na
condução cardíaca normalmente não apresentam significado clínico, mas os ADTs
são contra-indicados em bloqueios de ramo esquerdo, bloqueio AV total,
alterações na condução intracardíaca e infarto agudo do miocárdio. O
eletrocardiograma constitui um método sensível e deve ser solicitado quando se
suspeita de alterações cardíacas e em pacientes acima de 50 anos.
Referência
bibliográfica: MORENO, Ricardo Alberto; MORENO, Doris Hupfeld and
SOARES, Márcia Britto de Macedo. Psicofarmacologia de
antidepressivos. Rev. Bras. Psiquiatr.
[online]. 1999, vol.21, suppl.1, pp. 24-40. ISSN 1516-4446.
http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000500006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a06.pdf
23ª) Quanto ao uso dos IMAOs,
quais suas restrições ao uso?
Resposta: A ingestão de produtos
com elevadas concentrações de tiramina
(uma amina metabolizada pela MAO) constituem uma das interações dos IMAO pois a
acumulação de tiramina que ocorre pode causar crises hipertensivas,
manifestando-se através de dores de cabeça, até mesmo hemorragias cerebrais. Os
alimentos que devem ser evitados são: queijos envelhecidos (em geral queijos
frescos, como queijo-de-minas e ricota não causam problemas), vinhos, chope,
pão de queijo, casca de banana, embutidos (salame, presunto, linguiça,
mortadela), panetone. Alguns remédios também devem ser evitados, como
descongestionantes e antigripais. Eles são ainda mais perigosos que os
alimentos proibidos.
Referência
bibliográfica: MORENO, Ricardo Alberto; MORENO, Doris Hupfeld
and SOARES, Márcia Britto de Macedo.
Psicofarmacologia de antidepressivos. Rev. Bras.
Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1, pp. 24-40. ISSN
1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000500006. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a06.pdf
24ª) Explique o mecanismo de ação do:
a)
Clonazepan: Resposta: pertence a família dos
benzodiazepínicos, que possuem como pricipais propriedades inibição leve de
várias funções do sistema nervoso permitindo com isto ação anticovulsivante,
alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranqüilizante. Em estudos feitos
em animais, o clonazepam foi capaz de inibir crises convulsivas de diferentes
tipos, tanto por agir diretamente sobre o foco epilético como por impedir que
este interfira na função do restante do sistema nervoso. Uma dose única começa
a te efeito dentro de 30-60 minutos e continua eficaz por 6-8 horas em crianças
8-12 horas em adultos.
b)
Trazodona: Resposta: derivado de triazolopiridina que
difere quimicamente dos demais antidepressivos disponíveis. O mecanismo de ação
da trazodona no homem ainda não está bem elucidado. Estudos em animais
demonstram inibição seletiva da recaptura da serotonina no cérebro e outras
funções farmacológicas em receptores adrenégicos. Em animais, a Trazodona inibe
seletivamente a absorção da serotonina pelos sinaptossomos do cérebro e
potencializa as alterações do comportamento induzidas pelo precursor de
serotonina, o 5-hidroxitriptofano. A trazodona não é um inibidor de
monoaminoxidase e, ao contrário de drogas do tipo anfetaminas, não estimula o
sistema nervoso central.
c) Sertralina: O cloridrato de sertralina exerce
efeitos benéficos em transtornos como depressão, transtorno obsessivo
compulsivo (TOC), transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático,
no tratamento de fobia social (transtorno da ansiedade social) e no transtorno
dos sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual (STPM) e/ou transtorno
disfórico pré-menstrual (TDPM).
Referência
bibliográfica: MORENO, Ricardo Alberto; MORENO, Doris Hupfeld
and SOARES, Márcia Britto de Macedo.
Psicofarmacologia de antidepressivos. Rev. Bras.
Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1, pp. 24-40. ISSN
1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000500006. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a06.pdf
Atenciosamente, Rafael Silva Brandão - Biomedicina