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domingo, 20 de outubro de 2013

Biomedicina? Biomédico?


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Caros leitores, tudo começou com uma idéia lançada em 1950 pelo prof. Leal Prado para a criação de cursos de pós-graduação em Ciências Biomédicas, só mais tarde em 1966 ocorreu a implantação da primeira turma de Ciências Biomédicas Modalidade Médica como graduação, com a intenção de qualificar profissionais para atuar em docência e pesquisa em áreas relativas a biologia e medicina, fatores relacionados a saúde de um modo geral. 
 
O curso teve uma expansão tão grande que logo grandes universidades já o implantavam, assim em 1979 já era criado o Conselho Federal com os respectivos Conselhos Regionais.
Com o reconhecimento do biomédico e seu slogan " Um profissional a serviço da saúde", cada dia mais biomédicos são encontrados no mercado de trabalho, e com um amplo leque de 34 opções em áreas de atuação, são elas:

Patologia Clínica (Análises Clínicas)
Biofísica
Parasitologia
Microbiologia
Imunologia
Hematologia
Bioquímica
Banco de Sangue
Virologia
Fisiologia
Fisiologia Geral
Fisiologia Humana
Saúde Pública
Radiologia
Imagenologia
Análises Bromatológicas
Microbiologia de Alimentos
Histologia Humana
Patologia
Citologia Oncótica
Análises Ambiental
Acupuntura
Genética
Embriologia
Reprodução Humana
Biologia Molecular
Farmacologia
Psicobiologia
Informática de Saúde
Anatomia Patológica
Toxicologia
Perfusão Extra Corpórea
Sanitarista
Biomedicina Estética

E por último nossa última conquista (21/02/11) Biomedicina com especialidade em estética, uma luta marcada pelo esforço e dedicação da Dr. Ana Carolina Puga que preside a Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME) e que privilegia todos nós com mais essa possibilidade.
 
Sendo assim o biomédico é um profissional qualificado para as mais diversas áreas da saúde, tendo em vista que todas essas especialidades são reconhecidas e regulamentadas à partir da comprovação da competência do profissional através da sua graduação e especializações.
 
Para mais informações sobre a história da Biomedicina consulte o livro online disponível no site do CRBM 1ª região.:  http://www.crbm1.gov.br/livrocrbm_040509.pdf

 
Atenciosamente, Rafael Silva Brandão - Biomedicina


Estudo identifica como o Leishmania amazonensis sobrevive dentro das células imunológicas

Caros leitores, pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram novas pistas de como o parasita causador da leishmaniose invade as células de defesa do organismo e, uma vez no interior delas, retarda a ativação do arsenal imunológico que deveria eliminá-lo.
Imagem ampliada 7.500 vezes mostra as bolsas (vacúolos) formados pelo protozoário L. amazonensis (vermelho), agente causador da leishmaniose cutânea, dentro de macrófago de camundongo (cinza). Fernando Real/CNPQ


O grupo coordenado pela bióloga Diana Bahia sequenciou o material genético do protozoário Leishmania amazonensis – espécie encontrada predominantemente na Amazônia que provoca uma forma mais rara e deformante de leishmaniose cutânea – e comparou com o de uma espécie-irmã, exclusiva da América Central, também marcada pelo desenvolvimento de lesões na pele semelhantes às da hanseníase. Um dos objetivos era identificar os genes, e consequentemente as proteínas por eles codificadas, que permitiriam ao parasita viver camuflado no interior das células de defesa, sem prejudicar o hospedeiro.

Usando ferramentas de bioinformática, os pesquisadores chegaram a duas proteínas candidatas a explicar por que o parasita consegue conviver harmoniosamente com as células que deveriam matá-lo. Essas proteínas pertencem à classe das chamadas heat-shock proteins, que também são produzidas pelo hospedeiro do parasita – em geral, roedores e seres humanos. 

Em colaboração com grupos do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e do Laboratório de Genômica e Expressão da Universidade Estadual de Campinas, a equipe obteve indícios de que a proteína fabricada e liberada pelo protozoário parece imitar a do hospedeiro. Os pesquisadores suspeitam que essa imitação permitiria a ligação dessas proteínas a componentes do arsenal imunológico do indivíduo infectado, bloqueando sua ativação e silenciando a resposta inflamatória.

As suspeitas dos pesquisadores ainda precisam ser comprovadas experimentalmente. Um dos próximos passos agora é isolar as bolsas (vacúolos) formadas por essa espécie de Leishmania e tentar mapear seus componentes.



Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Por Beatriz Camargo - Biomédica - CRBM 2286

Atenciosamente, Rafael Silva Brandão - Biomedicina

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Eutanásia, direito de morrer?

A vida é um direito inalienável de todo cidadão, reconhecido pela Constituição brasileira. Com o desenvolvimento da medicina, houve a erradicação de muitas doenças, criou-se então, a possibilidade de postergar a vida. No entanto, muito se discute acerca da instituição da eutanásia no Brasil, uma prática irracional e que fere os princípios humanos.

O homem tem um prazo de vida delimitado: nasce, cresce e morre, logicamente, ele não viverá para sempre. Porém, o surgimento de doenças degenerativas e os infelizes acidentes catastróficos, por exemplo, levam parentes, amigos e a própria pessoa a não querer mais conviver com tanto sofrimento e decidir por eliminar a vida mais rapidamente. Traços de insensatez, pois a imprevisibilidade e o inesperado ocorrem na vida de todo ser humano e é preciso aprender a lidar com ele.

A eutanásia nunca será a melhor escolha, pois a sensação de perda para quem convive com a pessoa será constante, o sentimento de ter desistido de um ente querido será expressivo. Além disso, para as pessoas que têm alguma crença, sempre há a possibilidade de regeneração pois, conforme dizia o escritor Carlos Drummond de Andrade, "há duas maneiras de ver a vida: uma é não acreditando em milagres, outra é que todas as coisas são um milagre."

A banalização da morte não é viável, porque impede que o destino termine da forma que deveria terminar e torna o homem "senhor do tempo". Já que se pode "lutar" por mais um dia de vida, que assim o seja, pelo menos para tirar o "peso da consciência" de acreditar que algo positivo possa acontecer, ou até mesmo um milagre, para quem acredita.


Fonte: texto criado por Rafael Silva Brandão - Aluno do curso de Biomedicina da Faculdade UniCesp Promove e Criador do blog Síntese Biomédica.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Toxicologia - Krokodil - Nova droga mortal que come carne

Caros leitores, a droga desomorfina, conhecida como a Krokodil, tem causado terror na população do Estado do Arizona, nos Estados Unidos.

Segundo reportagem publicada no CNN Journal dessa quarta feira 08 de setembro, o produto inflamável deixa a pele dos viciados como a de um réptil ou de um morto-vivo. A população local começa a temer que o uso da droga se torne uma epidemia.

A desomorfina tem o efeito de “comer a carne” dos usuários e é feita a partir de uma mistura de codeína, gasolina ou óleo de fritura, diluentes de tintas, ácido clorídrico, iodo e fósforo vermelho. Três vezes mais barata que a heroína, a krokodil pode ser injetada em qualquer parte do corpo, desde os pés até a testa. O Centro de Controle de Veneno do Arizona encontrou a droga quando dois usuários chegaram ao hospital com a pele tão machucada a ponto de ser possível visualizar o osso.

A reportagem afirma que de acordo com o co-diretor do centro médico do Arizona, Frank Lovecchio, os casos são os primeiros relatados nos Estados Unidos. “Estamos extremamente assustados com essa situação”, afirmou o médico.

De acordo com publicação da revista Times, o uso da droga se espalha pela Rússia, como um vírus entre os jovens. Alguns usuários chegam a desenvolver problemas cerebrais e, até mesmo, perdem a fala, além de sofrer cicatrizes irreversíveis. A nova droga, que começou a se espalhar em 2002, triplicou nos últimos cinco anos. Em 2011, o Serviço Federal de Controle de Drogas da Rússia confiscou 65 milhões de doses.

Krokodil é injetado com uma agulha hipodérmica, e provoca necrose - a morte e a decadência de tecidos vivos - facto que pode rapidamente desenvolver em gangrena e as amputações são comuns entre os viciados, que morrem dentro de dois ou três anos depois de começarem a consumir a droga, relata o Daily Mail.
Assim como outros opiáceos, a krokodil é altamente viciante, e até mesmo os usuários que largam o vício, muitas vezes ficam com a pele severamente desfigurada: com cicatrizes, graves danos ósseos, membros amputados, impedimentos da fala, habilidades motoras pobres e diferentes graus de danos cerebrais - para a vida.
E não é preciso muito equipamento de laboratório para a fazer: A produção ilegal de krokodil na Rússia e na Ucrânia é semelhante à de processos químicos usados ​​para produzir metanfetamina em casa, de acordo com um artigo publicado online a 3 de junho no International Journal of Drug Policy. 
Para fazer krokodil, os produtores transformam a codeína no seu opiáceo analógico chamado desomorfina, cujo efeito analgésico é cerca de 10 vezes maior do que a morfina - também é cerca de três vezes mais tóxico do que a morfina, escreveram os autores.
Os usuários de Krokodil podem evitar procurar ajuda, em parte devido ao estigma associado ao uso de drogas."
- See more at: http://www.ciencia-online.net/2013/09/krokodil-nova-droga-mortal.html#sthash.PWYrMsPA.dpuf
Krokodil é injetado com uma agulha hipodérmica, e provoca necrose - a morte e a decadência de tecidos vivos - facto que pode rapidamente desenvolver em gangrena e as amputações são comuns entre os viciados, que morrem dentro de dois ou três anos depois de começarem a consumir a droga, relata o Daily Mail.
Assim como outros opiáceos, a krokodil é altamente viciante, e até mesmo os usuários que largam o vício, muitas vezes ficam com a pele severamente desfigurada: com cicatrizes, graves danos ósseos, membros amputados, impedimentos da fala, habilidades motoras pobres e diferentes graus de danos cerebrais - para a vida.
E não é preciso muito equipamento de laboratório para a fazer: A produção ilegal de krokodil na Rússia e na Ucrânia é semelhante à de processos químicos usados ​​para produzir metanfetamina em casa, de acordo com um artigo publicado online a 3 de junho no International Journal of Drug Policy. 
Para fazer krokodil, os produtores transformam a codeína no seu opiáceo analógico chamado desomorfina, cujo efeito analgésico é cerca de 10 vezes maior do que a morfina - também é cerca de três vezes mais tóxico do que a morfina, escreveram os autores.
Os usuários de Krokodil podem evitar procurar ajuda, em parte devido ao estigma associado ao uso de drogas."
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Krokodil é injetado com uma agulha hipodérmica, e provoca necrose - a morte e a decadência de tecidos vivos - facto que pode rapidamente desenvolver em gangrena e as amputações são comuns entre os viciados, que morrem dentro de dois ou três anos depois de começarem a consumir a droga, relata o Daily Mail.
Assim como outros opiáceos, a krokodil é altamente viciante, e até mesmo os usuários que largam o vício, muitas vezes ficam com a pele severamente desfigurada: com cicatrizes, graves danos ósseos, membros amputados, impedimentos da fala, habilidades motoras pobres e diferentes graus de danos cerebrais - para a vida.
E não é preciso muito equipamento de laboratório para a fazer: A produção ilegal de krokodil na Rússia e na Ucrânia é semelhante à de processos químicos usados ​​para produzir metanfetamina em casa, de acordo com um artigo publicado online a 3 de junho no International Journal of Drug Policy. 
Para fazer krokodil, os produtores transformam a codeína no seu opiáceo analógico chamado desomorfina, cujo efeito analgésico é cerca de 10 vezes maior do que a morfina - também é cerca de três vezes mais tóxico do que a morfina, escreveram os autores.
Os usuários de Krokodil podem evitar procurar ajuda, em parte devido ao estigma associado ao uso de drogas."
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Krokodil é injetado com uma agulha hipodérmica, e provoca necrose - a morte e a decadência de tecidos vivos - facto que pode rapidamente desenvolver em gangrena e as amputações são comuns entre os viciados, que morrem dentro de dois ou três anos depois de começarem a consumir a droga, relata o Daily Mail.
Assim como outros opiáceos, a krokodil é altamente viciante, e até mesmo os usuários que largam o vício, muitas vezes ficam com a pele severamente desfigurada: com cicatrizes, graves danos ósseos, membros amputados, impedimentos da fala, habilidades motoras pobres e diferentes graus de danos cerebrais - para a vida.
E não é preciso muito equipamento de laboratório para a fazer: A produção ilegal de krokodil na Rússia e na Ucrânia é semelhante à de processos químicos usados ​​para produzir metanfetamina em casa, de acordo com um artigo publicado online a 3 de junho no International Journal of Drug Policy. 
Para fazer krokodil, os produtores transformam a codeína no seu opiáceo analógico chamado desomorfina, cujo efeito analgésico é cerca de 10 vezes maior do que a morfina - também é cerca de três vezes mais tóxico do que a morfina, escreveram os autores.
Os usuários de Krokodil podem evitar procurar ajuda, em parte devido ao estigma associado ao uso de drogas."
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A Krokodil é injetada com uma agulha hipodérmica, e provoca necrose - a morte e a decadência de tecidos vivos - facto que pode rapidamente desenvolver em gangrena e as amputações são comuns entre os viciados, que morrem dentro de dois ou três anos depois de começarem a consumir a droga.

Assim como outros opiáceos, a krokodil é altamente viciante, e até mesmo os usuários que largam o vício, muitas vezes ficam com a pele severamente desfigurada: com cicatrizes, graves danos ósseos, membros amputados, impedimentos da fala, habilidades motoras pobres e diferentes graus de danos cerebrais - para a vida.

Não é preciso muito equipamento de laboratório para a fazer: A produção ilegal da Krokodil na Rússia e na Ucrânia é semelhante à de processos químicos usados ​​para produzir metanfetamina em casa, de acordo com um artigo publicado online a 3 de junho no International Journal of Drug Policy. 

Para fazer a krokodil, os produtores transformam a codeína no seu opiáceo analógico chamado desomorfina, cujo efeito analgésico é cerca de 10 vezes maior do que a morfina - também é cerca de três vezes mais tóxico do que a morfina, escreveram os autores.



(essa é uma versão resumida, traduzida e adaptada por Rafael Silva Brandão)

fontes: http://edition.cnn.com/; 
http://www.ijdp.org/
http://www.nytimes.com/?articleId=12573


Atenciosamente, Rafael Silva Brandão - Biomedicina


Krokodil é injetado com uma agulha hipodérmica, e provoca necrose - a morte e a decadência de tecidos vivos - facto que pode rapidamente desenvolver em gangrena e as amputações são comuns entre os viciados, que morrem dentro de dois ou três anos depois de começarem a consumir a droga, relata o Daily Mail.
Assim como outros opiáceos, a krokodil é altamente viciante, e até mesmo os usuários que largam o vício, muitas vezes ficam com a pele severamente desfigurada: com cicatrizes, graves danos ósseos, membros amputados, impedimentos da fala, habilidades motoras pobres e diferentes graus de danos cerebrais - para a vida.
E não é preciso muito equipamento de laboratório para a fazer: A produção ilegal de krokodil na Rússia e na Ucrânia é semelhante à de processos químicos usados ​​para produzir metanfetamina em casa, de acordo com um artigo publicado online a 3 de junho no International Journal of Drug Policy. 
Para fazer krokodil, os produtores transformam a codeína no seu opiáceo analógico chamado desomorfina, cujo efeito analgésico é cerca de 10 vezes maior do que a morfina - também é cerca de três vezes mais tóxico do que a morfina, escreveram os autores.
Os usuários de Krokodil podem evitar procurar ajuda, em parte devido ao estigma associado ao uso de drogas."
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domingo, 6 de outubro de 2013

Revisão - Farmacologia

Caros leitores, em vista da notável complexidade da disciplina Farmacologia, segue alguns princípios importantes a serem relembrados.


O Sistema nervoso:
O sistema nervoso está dividido em duas divisões anatômicas : o sistema nervoso central (SNC), que compreende o cérebro e a medula espinal e o sistema nervoso periférico, que inclui neurônios localizados fora do cérebro e da medula espinal,ou seja, qualquer nervo que entra ou sai do SNC. O SNP está subdividido em Divisão Eferente (Neurônios transportam sinais do cérebro e da medula espinal) e Divisão Aferente (trazem informações da periferia ao SNC). 


Anatomia do Sistema Nervoso Autônomo
  • Neurônios Eferentes – Transportam impulsos do SNC para os órgão efertores;
  • Neurônios Aferentes – Regulação reflexa e ajustes;
  • Neurônios Simpáticos- Se divide em neurônios pré ganglionares curtos e pós ganglionares longos;
  • Neurônios Parassimpáticos - Se divide em neurônios pré ganglionares longos e pós ganglionares curtos;
  • Neurônios entéricos – Coleção de fibras nervosas que inervam o TGI, pâncreas e vesícula biliar,independe do SNC e controla a motilidade, secreções exócrinas e endócrinas e a microcirculação do TGI.
Função do SNP Autônomo Simpático:

O SNP autônomo simpático, , estimula ações que mobilizam energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por exemplo, o sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, pelo aumento da pressão arterial, da concentração de glicose no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo.
Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos. As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula supra-renal, promovendo aumento da secreção de adrenalina, hormônio que produz a resposta de "luta ou fuja" em situações de stress.

Função do SNP Autônomo Parassimpático
A divisão parassimpática mantém funções corporais essenciais como os processos digestivos e a eliminação de resíduos e é necessária para a vida. Atua em oposição às ações da divisão simpática, como por exemplo em situações de “repouse e digira”.
Em resumo, as diferenças Anatômicas e Funcionais entre o Simpático e o Parassimpático são as seguintes: 

Simpático Parassimpático
Neurônios pré-gânglionares na medula torácica e lombar - tóraco-lombar Localizam-se no Tronco encefálico e na medula sacral- crânio-sacral
Gânglios longe das vísceras Neurônios próximos ou dentro das vísceras
Fibra pré-ganglionar curta e pós longa Fibra pré-ganglionar longa e pós curta
Os neurotransmissores são noradrenalina e adrenalina.
Sistema de “luta ou fuja".
O neurotransmissor é acetilcolina
Sistema de “repouse e digira”.

SNC X Funções Autônomas

O SNP Autônomo requer impulsos sensoriais de estrutura periférica para proporcionar informações sobre o estado das funções do organismo, que é proporcionada pelas ondas de impulsos aferentes originários das víceras, hipotálamo, bulbo e a medula espinal. Esses centros respondem aos estímulos enviando impulsos reflexos eferentes por meio do SNP autônomo, através de ARCOS REFLEXOS ou EMOÇÕES.
Inervação pelo SNP Autônomo
  • Inervação dupla: A maioria dos órgãos do organismo é inervada por ambas divisões do SNP Autônomo,assim a inervação vagal parassimpática diminui a Fc. e a inervação simpática aumenta-a.
  • Órgãos que só recebem inervação simpática: Alguns órgão efetores como medula das adrenais , os rins, os músculos piloeretores e as glândulas sudoríparas, recebem somente inervação do sistema simpático.
 

As porções simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo são antagônicas, mas trabalham em harmonia. Sinalização química entre as célula.

Além da neurotransmissão, outros tipos de sinais químicos compreendem os mediadores locais e a secreção de hormônios:
  • Mediadores locais: A maioria das células do organismo secreta substâncias químicas que atuam nas células do seu ambiente imediato que são rapidamente destruídos ou removidos, por isso eles não entram na circulação sanguinea e não são distribuídos. Ex. Histamina.
  • Hormônios: Exerce efeito em células alvo amplamente distribuídas.
  • Neurotransmissores: A comunicação entre as células nervosas e os órgãos efetores ocorre por sinais químicos, denominados neurotransmissores, mediados pela ligação aos receptores específicos. EX. Acetilcolina e Norepinefrina.






Acetilcolina: é uma molécula simples sintetizada a partir de colina e acetil-CoA através da ação da colina acetiltransferase. Os neurônios que sintetizam e liberam ACh são chamados neurônios colinérgicos. Norepinefrina: exibem efeitos excitatórios e inibitórios do sistema nervoso periférico assim como ações no SNC, tais como a estimulação respiração e aumento da atividade psicomotora. Ligam-se a duas classes diferentes de receptores denominados receptores alfa e beta adrenérgicos. Norepinefrina são os noradrenérgicos.

A neurotransmissão nos neurônios colinérgicos envolve seis etapas: :
Assim que ativa o receptor, a Acetilcolina rapidamente se desliga dele, e a Acetilcolinesterase aproveita para quebrá-la em Colina+Acetato, feito isso esses dois são transportados novamente para dentro da célula pré-sináptica, logo são unidos novamente em Acetilcolina para serem liberados e então o ciclo continua.
Receptores colinérgicos: Designados como muscarínicos e nicotínicos, podem ser diferenciados com base em suas afinidades para fármacos que mimetizam a ação da acetilcolina. Os receptores muscarínicos são encontrados em gânglios do SNP e nos órgãos efetores autônomos (coração músculo liso,cérebro e glândulas exócrinas. Os nicotínicos estão relacionados ao sistema nervoso somático.

Ex de fármacos Agonistas Colinérgicos: Pilocarpina – Produz rápida contração do músculo ciliar e miose.

Antagonistas Colinérgicos:

Os antagonistas colinérgicos são drogas que agem nos receptores colinérgicos, bloqueando seletivamente a atividade parassimpática (reduzindo ou bloqueando a ação da acetilcolina), sendo estes antagonistas também chamados parassimpaticolíticos ou fármacos anticolinérgicos ou anticolinérgicos assim, diminuem, inibem ou bloqueiam a resposta colinérgica. Portanto, reduzem ou anulam o efeito de estimulação do sistema nervoso parassimpático (impede que a acetilcolina estimule os receptores colinérgicos), e, em determinadas situações (indiretamente) tem o efeito estimulante do sistema nervoso simpático.

Os antagonistas colinérgicos são agentes também chamados espasmolíticos ou
antiespasmódicos porque reduzem os espasmos principalmente no trato gastrintestinal, e, apresentam a fórmula R-COO(CH2)nN, sendo que R corresponde ao grupo volumoso ligado ao nitrogênio básico através da ponte ou grupo isóstero –COO-, e, a cadeia –(CH2)n. 

Os antagonistas colinérgicos são classificados em:
Bloqueadores ou agentes antimuscarínicos ; Bloqueadores ganglionares ;Bloqueadores neuromusculares.
Bloqueadores ou agentes antimuscarínicos: são seletivos para o sistema parassimpático, agindo unicamente nos receptores muscarínicos, bloqueando ou inibindo as ações da acetilcolina nestes receptores.
Existem vários agentes antimuscarínicos, entretanto, são mais utilizados:
Atropina – escopolamina ou hioscina – ipratrópio – propantelina - dicicloverina –
diciclomina – glicopirrolato – ciclopentolato - tropicamida
Bloqueadores Ganglionares:  Os bloqueadores ganglionares bloqueiam competitivamente os receptores colinérgicos nicotínicos em neurônios pós-ganglionares de gânglios tantos simpáticos como parassimpáticos. Essas drogas podem ainda bloquear diretamente o canal de acetilcolina nicotínico da mesma maneira que os bloqueadores nicotínicos neuromusculares. Ex: Trimetafana – Usado na diminuição da Pressão arterial, edema pulmonar e aneurisma.
Bloqueadoresneuromusculares: Se combinam com o receptor nicotínico e impedem a ligação da acetilcolina. Os fármacos não entram facilmente nas células, e seus metabólicos aparecem principalmente na bile, e é excretado inalterada na urina.


Agonistas Adrenérgicos:

Afetam os receptores que são estimulados pela norepinefrina ou epinefrina (adrenorreceptores), ativando-o. São denominados como simpaticomiméticos. A neurotransmissão nos neurônios adrenérgico é muito similar a descrita para os neurônios colinérgicos, porém noraepinefrina é o neurotransmissor ao invés de acetilcolina. O processo envolve cinco etapas: Síntese, armazenamento , liberação e ligação com o receptor da noraepinefrina seguido da remoção do neurotransmissor da fenda simpática.

Síntese de norepinefrina: A tirosina é transportada por um transportador acoplado ao Na+ para dentro do axoplasma do neurônio adrenérgico, onde é hidroxilado para dihidroxifenilalanina (DOPA) pela tirosina hidroxilase. Este é o primeiro passo na formação da norepinefrina. A DOPA é descarboxilada para formar a dopamina. Armazenamento de norepinefrina em vesículas: A dopamina é transportada dentro da vesícula sináptica por um sistema de transporte amina que também está envolvido na pré-formação da norepinefrina. (Este sistema carreador é bloqueado pela reserpina).A dopamina é hidroxilada para formar a norepinefrina pela enzima dopamina beta hidroxilase. Na medula da adrenal, norepinefrina é metilada para produzir epinefrina; ambas são estocadas na células cromafin. A estimulação na medula da adrenal libera 85% epinefrina e 15% norepinefrina. Liberação da norepinefrina: Com um aumento da passagem de íon Cálcio da região extracelular para o citoplasma do neurônio ocorre exocitose das vesículas, liberando o seu conteúdo para o interior da fenda sináptica. (Esta liberação é bloqueada pela droga guanitidina).Ligação com o receptor: A norepinefrina liberada das vesículas difusas sinápticas cruza o espaço sináptico e liga-se ao receptor pós-sináptico no órgão receptor ou no receptor pré-sináptico do nervo terminal. O reconhecimento da norepinefrina pelo receptor de membrana leva a um evento em cascata dentro da célula, resultando na formação do segundo mensageiro intracelular como conexões na comunicação entre o neurotransmissor e a ação generalizada dentro da célula efetora. Receptores adrenérgicos usa ambos, o sistemas de segundo mensageiro (AMPc) e o fosfoinositol ciclo para transmitir o sinal para dentro do efetor.Remoção da norepinefrina: A remoção da norepinefrina pode se dar por três caminhos:
●Difundir-se fora do espaço sináptico e entrar na circulação.
●Ser metabolizada pela O-metilase derivadas da membrana da célula pós-sináptica associada a catecol O-metiltransferase (COMT) no espaço sináptico.
● Ser capturado pelo sistema up-take que puxa a norepinefrina para dentro do neurônio ( pela ativação da Sódio-Potássio ATPase, que pode ser inibida por antidepressivos como imipramina, ou pela cocaína).
Destinos Potenciais da recapturação da norepinefrina:

Depois de reentrar no citoplasma do neurônio adrenérgico a norepinefrina pode ocupar-se de uma vesícula adrenérgica, via sistema amino transporte, e ser sequestrada para liberação de uma outra ação potencial ou persistir na proteção. Alternativamente, norepinefrina pode ser oxidada pela monoamine oxidase (MAO) presente na mitocondria neuronal. Os produtos inativos do metabolismo da norepinefrina são excretados na urina como o ácido vanilimandélico (VMA), metanefrina e normetanefrina.


Os adrenorreceptores podem ser diferenciados farmacologicamente, são divididos em alfa e beta, com base na resposta aos agonistas adrenérgicos: Epinefrina noraepinefrina e isoproterenol.

As respostas fisiológicas à estimulação adrenérgica é organizada de acordo com o tipo de receptor:


CARACTERÍSTICAS DOS AGONISTAS ADRENÉRGICOS: A maioria das drogas adrenérgicas são derivadas da beta-feniletilamina. Substituições no anel benzênico ou cadeias laterais de etilamina produzem uma grande variedade de componentes com várias funções, para diferenciar entre receptores A e B, e para penetrar no SNC. Dois importantes aspectos estruturais destes drogas são o número e a localização das substituições de OH no anel benzênico e a natureza do substituto no nitrogênio-amina.
  1. Catecolaminas: Aminas simpatomiméticas que contém o grupo 3,4dihidroxibenzeno, como a Epinefrina, Norepinefrina, Isoproterenol e Dopamina.- alta potência: drogas que são derivadas de catecóis (com grupos OH nas posições 3 e 4 no anel benzênico) demonstram a potência mais alta em ativar receptores alfa e beta.- inativação rápida: não apenas as catecolaminas são metabolizadas pelo COMT pós-sináptico e pela MAO intraneuronal, mas eles são metabolizados em outros tecidos. - Penetração pobre : as catecolaminas são polares e portanto não penetram prontamente no SNC. Entretanto, a maioria destes drogas têm alguns efeitos clínicos (ansiedade, tremor e cefaléia) que são atribuíveis a ação no SNC.
  2. Não-Catecolaminas: Compostos ausentes de grupos hidroxil-catecol, têm meia vida maior, desde que não sejam inativados pelo COMT. Estes compostos podem agir indiretamente causando a liberação das catecolaminas estocadas.
MECANISMO DE ACÃO DOS AGONISTAS ADRENÉRGICOS:

 1- Agonistas de ação direta: estas drogas atuam diretamente nos receptores alfa ou beta, produzindo efeitos semelhantes àqueles que ocorrem após estimulação de nervos simpáticos ou redução do hormônio epinefrina da medula adrenal. Exemplos: Epinefrina, Norepinefrina, Isoproterenol e Fenilefrina.2- Agonistas de ação indireta: estes agentes que incluem anfetamina e tiramina agem no neurônio pré-sináptico e causam a liberação de norepinefrina dos reservatórios citoplasmáticos ou vesículas do neurônio adrenérgico. Com a estimulação neuronal, a norepinefrina promove a sinapse e se liga aos receptores alfa ou beta.3- Agonistas de ação mista: alguns agonistas como a Efedrina e o Metaramenol têm ambos a capacidade de estimular diretamente adrenoceptores e reduzir a Norepinefrina dos neurônios adrenérgicos.

Antagonistas Adrenérgicos:

Drogas que se ligam aos receptores adrenérgicos mas não os ativam. Os antagonistas adrenérgicos bloqueiam a ação dos transmissores adrenérgicos endógenos (epinefrina e norepinefrina).
Fármacos bloqueadores alfa adrenérgicos: Bloqueiam os adrenorreceptores alfa afetando profundamente a pressão arterial, reduzindo o tônus simpático dos vasos sanguineos, resultando em menor resistência vascular periférica. Ex: Fentolamina, prazosina .
Fármacos bloqueadores beta adrenérgicos: Todos os bloqueadores beta induzem a redução da pressão arterial, porém não induzem a hipotensão postural, pois os adrenorreceptores alfa permanecem funcionais, assim o controle simpático normal dos vasos são mantidos. Ex: Propranolol, timolol, esmolol e atenolol.
Fármacos que afetam a liberação ou captação do neurotransmissor: Alguns antagonistas não atuam diretamente no adrenorreceptor, mas exercem seus efeitos indiretamente no neurônio adrenérgico causando liberação de neurotransmissor das vesículas de armazenamento. Alguns fármacos atuam no neurônio adrenérgico para interferir na liberação do neurotransmissor no nervo adrenérgico.

Ex: Reserpina, Guanetidina e cocaína.
Comparação entre agonistas antagonistas e agonistas parciais dos adrenorreceptores Beta

 


Referência Bibliográfica:

1. B. G. Katzung. Farmacologia Básica e Clínica. 10 ed., Lange, São Paulo, 2007. 2. Howland R, Mycek. Farmacologia Ilustrada . 3 ed., Artemed, Porto Alegre, 2007.3. J. G. Hardman e cols. Bases Farmacológicas da Prática Médica - Goodman e Gilman. 11 ed., McGraw-Hill/Guanabara Koogan, New York/Rio de Janeiro.


Atenciosamente, Rafael Silva Brandão - Biomedicina

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Saiba as diferenças entre as injeções, adesivos e pílulas anticoncepcionais


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Caros leitores, existem diversos tipos de métodos contraceptivos e, por isso, é importante que as mulheres tenham sempre a orientação de um médico antes de optar por um, até porque a escolha do método vai depender da saúde da paciente, da idade e até mesmo do parceiro.

Em geral, a pílula é a mais usada, mas a maioria a utiliza porque não conhece outras opções, como por exemplo injeções e adesivos.

Para a mulher que esquece de tomar a pílula com frequência, uma boa opção é a injeção anticoncepcional, que é aplicada no músculo e pode ser mensal ou trimestral. De acordo com os médicos, além de proteger a mulher da gravidez, os injetáveis diminuem a intensidade das cólicas menstruais, previnem anemia e podem ser usados da adolescência à menopausa, sem pausas. Porém, esses contraceptivos podem causar retenção de líquido, aumentar as varizes e diminuir a libido da mulher.



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Para a mulher que sente náuseas com o uso da pílula ou precisa evitar medicamentos por causa de um problema no fígado, por exemplo, os médicos podem indicar o uso de adesivos.

Colocados nas costas ou em regiões onde não há dobras ou excesso de suor, eles precisam ser trocados a cada 7 dias ao longo de 3 semanas. No entanto, como é aplicado na pele, o adesivo pode causar alergia e, além disso, pode dar também sangramento vaginal, retenção de líquido e aumento da pressão arterial. Por isso, é importante que mulheres hipertensas procurem a ajuda de um ginecologista antes de optar por um contraceptivo.




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Já a pílula, além de evitatr a gravidez, ajuda a controlar a cólica menstrual e pode até diminuir o risco de câncer no ovário e endométrio. Porém, é preciso saber que existem vários tipos - geralmente, as com menor concentração hormonal são as mais indicadas porque causam menos efeitos colaterais, como enxaqueca, vasinhos e celulite. Porém, tudo vai depender do caso de cada paciente – quem tem queixa de dor nas mamas, por exemplo, deve utilizar pílulas com baixa concentração de progesterona.

Além da progesterona, a maioria desses contraceptivos é feita também com estrógeno, hormônios similares aos produzidos pelo ovário. Segundo os ginecologistas, existem três tipos de pílula: as monofásicas, que têm estrógeno e progesterona e levam a mesma concentração hormonal; as bifásicas, que tem os hormônios em concentrações diferentes; e as trifásicas, que têm três tipos de comprimidos com concentrações hormonais também diferentes.

Existe ainda a pílula feita só com progesterona, conhecida como minipílula. Nesse caso, a cartela vem com 28 comprimidos, todos com a mesma concentração do hormônio, e é mais indicada para mulheres que têm nódulo ou cisto nas mamas e mioma no útero, já que pode ajudar a diminuí-los.

Pacientes que estão amamentando também podem usar essa pílula, mas somente depois de 21 dias do nascimento do bebê. Vale lembrar ainda que existem alguns medicamentos que cortam o efeito da pílula, como os contra tuberculose, hanseníase e meningite.
fonte: http://www.g1.globo.com


Atenciosamente, Rafael Silva Brandão - Biomedicina.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dia da responsabilidade social - UniCesp Promove de Brasília

Caros leitores, no dia 21 de setembro de 2013 (sábado), foi realizado na Faculdades Integradas Promove/ UnIcesp de Brasília do campus de Águas Claras o Dia da responsabilidade Social. Para este dia contaram com a participação de alunos, professores, coordenadores de administração, agronomia, biomedicina, direito, enfermagem, gestão ambiental, recursos humanos, gestão ambiental, letras, medicina veterinária, pedagogia, radiologia, pedagogia e pós-graduação em odontologia. Foram oferecidos serviços gratuitos à comunidade como oficinas pedagógicas, teatro, vacinação antirrábica, aferição de pressão, teste de glicemia, tipagem sanguínea, higiene bucal, entre outros. O evento é realizado anualmente desde 2005 pela instituição e é uma ótima oportunidade para os alunos terem contato com a população e fixarem o que foi visto dentro de sala de aula de forma prática.

Por Zonaite Almeida - Biomedicina

Atenciosamente, Rafael Silva Brandão

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Aula prática de Parasitologia clínica: Hemaglutinação para teste de chagas


Biomédica Prof MsC Beatriz Camargo

No dia 19 de setembro de 2013, foi realizada aula prática no laboratório de hidráulica da Faculdade Promove de Brasília. Sob a Orientação da Professora Biomédica Beatriz Camargo (foto). O principal objetivo da aula prática foi visualizar a hemaglutinação para teste de chagas.

A doença de Chagas, descrita em 1909, é uma parasitose causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi (T. cruzi). Esse parasita é transmitido ao homem por um inseto conhecido popularmente pelos nomes de barbeiro, chupão, procotó e outros. O sanitarista brasileiro Carlos Justiniano Chagas descreveu sozinho, fato inédito na história da medicina, o ciclo completo da doença. Ele identificou o parasita, o transmissor, o reservatório  animal dos parasitas e as manifestações clínicas da doença que  levou o seu nome. Chagas denominou o parasita de T. cruzi , em homenagem a Oswaldo Cruz. Além da transmissão pelo barbeiro, a infecção pelo T. cruzi é transmitida também por via sangüínea. (Série TELELAB, 1998).

O primeiro teste utilizado para a detecção da infecção pelo T. cruzi foi a reação de Fixação de Complemento, desenvolvida por Guerreiro e Machado, em 1913. Hoje, esse teste apresenta apenas valor histórico, dada a existência de testes sorológicos mais simples e mais precisos. (Série TELELAB,1998)
A utilização rotineira dos testes sorológicos em Unidades hemoterápicas tem contribuído, de forma decisiva, para a redução do número de casos pós-transfusionais da infecção pelo T. cruzi. (Série TELELAB, 1998)
A reação de HAI se baseia na aglutinação de hemácias sensibilizadas com antígeno
T. cruzi, em presença de soro contendo anticorpos contra esse parasita. (Série TELELAB, 1998)

Fundamento do método: A hemaglutinação indireta baseia-se na propriedade que tem os anticorpos de produzir aglutinação específica na presença de glóbulo vermelhos sensibilizados com antígenos citoplasmáticos e de membrana do Tripanossoma cruzi.


T. Tuane, Zonaytte e Raquel
Amostra: Soro
Reagente: Diluentes (a preparar); controle positivo; controle negativo; hemácias sensibilizadas.

Procedimento:

Preparar solução diluinte 5mL do diluinte + 200 uL da solução protéica;
Enumerar tubos;
Pipetar em cada tubo 400 uL da solução na placa de fundo “V” identificada;
Adicionar 25 uL do antígeno (hemácias sensibilizadas) em casa cavidade;
Homogeneizar e aguardar 1 hora para visualizar o resultado.

Obs: O exame deve ser feito sobre um pano ou papel úmido para inibir forças eletrostáticas.

Como resultado da aula observou-se que nas amostras A1 e A3 não houve sedimentação, o que indica que as amostras eram reagentes. E que nas amostras A2 e A4 houve aglutinação, que por sua vez, eram não-reagentes.


Fonte: Doença de Chagas – Triagem e diagnóstico sorológico em unidades hemoterápicas e laboratórios de saúde público. – Brasília : Ministério da Saúde, Coordenação Nacional de  Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. 1998. 76. p. : il (Série TELELAB)


 Atenciosamente, Zonaytte Almeida e Rafael Brandão